seique em ribeira

e fomos a ribeira acompanhadas da mala com todos os livros que dera o seique e mesmo o caderno onde o seique foi sendo pensado.

e fomos diretamente à taberna, que é o melhor lugar para falar de livros. e juntamo-nos por volta das vinte pessoas. e todas leramos o seique!!

taberna_ribeira

e falamos. tanto. do tio manuel, da guerra, de liste e valência, das casualidades da vida, do secreto silêncio que paira nas casas, do medo que chega ao hoje, do tio manuel e de tia ubaldina.

e do leixaprém.

e trouxemos com nós, na mala, as palavras e os presentes das leitoras barbançãs.

presente_ribeira

obrigada!

 

 

seique em ribeira

umplugged, quer dizer, em formato íntimo:

seique_ribeira

seique em vila garcia 2

tinha pendente um encontro: com as minhas ex-companheiras do clube de leitura de vila-garcia. por segunda vez assinei no seu livro de visitas e passei a ser, com anxos sumai, das escritoras repetidoras: uma vez falamos de [de]construçom, esta sexta passada, do seique.

para não acabarmos nas tabernas, já fomos diretas a elas, e entre vinhos e tapas fomos debulhando a escrita (minha) do livro e as leituras de maite, lourdes, héctor…

falamos de arquivos, de medos, de reacções familiares, dos lugares de portaris e da jenreira, nos martizes de ceia, doutras estórias semelhantes, de denúncias possíveis e potentes silêncios e mesmo da experiência de refugiar-me numa casa de escritoras para acabar o livro.

mala_texto1

e como o seique lhes lembrou os baús e malas a guardar segredos familiares nos faios ou nas traseiras, prepararam para mim um presente que ainda agora me tem pampa.

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voltei à casa com todos os meus livrinhos aí empacotados.

mala_casa

e pediram-me que recomendasse um livro para elas lerem no clube. eu proponho que escuitem chimamanda (que por algo preside com as suas palavras a entrada no seique), porque escuitando, quererão ler:

seique em marim

as gentes de Queremos Galego Marim disseram-me de ir-lhes à sua vila. queriam falar do seique, da memória e de literatura. e eu não lhes disse que não.

apresentou-nos, a mim e ao seique, Queta Molas, o qual já é uma enchente de orgulho, porque ela faz parte desse grupo de pessoas às que adico o livro, pois é das que

turraram contra a desmemória

em balcões de cartórios notariais,

em decretos de governo.

em apagadas vozes.

marim_seique

foi mui agradável escuitá-la falar,  narrar das suas estórias e mais estupendo ainda quando ao final do lançamento se achegou a mim e ao ouvido segredou: se eu escrevesse um livro com tudo quanto sei, faria-o assim, como o teu.

e eu digo: venha, vai, faz esse livro!!

faltou em marim a segadora maior: andrea nunes, que a temos perdida no chinês exílio migratório, mas estavam velhas amizades

marim_seique2

… e, como já é costume, depois fomos às tabernas… seique.

taberna_seique

 

seique em vila garcia

em vila garcia vivem quase todas as sánchez, quase todas as garcia e a família de tio manuel. eu temia um pouco esta parada na tourné, porque entendo que a família de tio manuel podia sentir-se danada e incomodada, que uma cousa é andar aos contos num livro que ninguém lê e outra bem distinta é andar aos contos na porta da casa de um…

mas por outra parte estavam as amigas do meu ex-clube de leitura casaescola, ás que troquei pola vida contemplativa em arcos e queriam encontro e saber mais do seique. e a família, a minha, nom a de tio manuel, que também merecia uma visita.

e fomos.

e acompanhou-nos montse fajardo, jornalista bem implicada na recuperação da memória no salnés e quem eu sabia havia entender muitas das dúvidas e viravoltas sobre a escrita e a dor. trouxe com ela uma citação bem necessária de alguém de fora sobre o desrespeito historiador à tradição oral,  mas esquecim pedir-lha. montse, fai-ma chegar, plis!!

no começo eramos pouquinhas, bem ao caso a frase, quase família, mas depois ainda nos fomos juntando… agora falta o passe especial para as companheiras do clube: fe, mela, maria, maite, héctor… havemos combinar!

falar

poucas

conversa

defrente

publico_fim

maite

 

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