guerrilha girl

 

oculto-me na espessura na surpresa na emboscada

 

o conflito é de longa duraçom

atrás deixo as mesmas velhas armas

 

o meu corpo já nom é um campo e batalha

 

as duas imagens inspiradoras do poema fam parte da história do feminismo na arte. a primeira é uma fotografía de barbara kruger de 1989; o segundo é um dos múltiplos cartazes produzido polas activistas autodenominadas guerrilla girls.

 

 

 

homenagem a lee krasner

eis a herdança:

 

a matéria

que penélope abstraia

em cada fio

 

absorta na lançadeira

 

 

poema escrito para o recital feminino plural, após saber de lee krasner e adicado á obra de laura pinheiro que vedes reproduzida acima.

 

feminino plural

uma das minhas companheiras de trabalho, fe, propujo este título para o novo livro que nom acabo de parir -a ver se antes do verão…-. aproposta de fe nom ganhou, mas ficou aí. e lembrei-na estes dias que me pediram um nome para a lectura de poemas que farei esta sexta, 20 de abril, na galeria de arte contemporânea A.defuga.

acompanho com um passeio pola relaçom entre mulheres e arte, a inauguraçom da exposiçom tic, tac…, de laura piñeiro. estarám também as candongas do quirombo!.

andaremos por ali por volta das 20.30 horas.

natureza morta

 

continua o seu ciclo o universo

 

súbita pétala abandona a corola

perde a maçã a sua verdura

um cheiro apodrecido emerge

da truita do paspalhás da pomba

 

uma cama de esterco é o lenço

e nas minhas mãos espiga o milho

 

 

a imagem é duma pintura de clara peeters pintora flamenga do século xvii