seique em santiago 2

acompanhadas da chuva, demos a benvinda ao seique na tarde do 28 de outubro.

acompanhadas da chuva, dos contos de celso e do pão da morena que nos trouxe de lalim.

celso levou-nos por contos que lhe lembrou a leitura. por pessoas que conheceu e que também lembravam os anos da fome, os cregos mentirãos, as mulheres afoutas.

eu apresentei a minha família à concurrência e falei da verdade e a mentira, da necessidade de falarmos da guerra, de fazermos terápia para cicatrizarmos de vez as genocidas feridas.

e, sobretodo, acompanhamo-nos de amizades.

eu_celso_santiago

publico_santiago

rosa_santiago

seique em santiago

cartaz_lançamento seique_compostela

thamizhachi

a ong implicadas teve a bem trazer à galiza a thamizhachi, poeta támil, para nós podermos conhecê-la e ela poder-nos conhecer. partilhei com ela a tarde da quinta, onde acabamos na lila de lilith, sabendo dos seus interesses, da sua língua, da sua terra negra, da sua incomodidade vital, o genocídio das támiles de sri lanka e o duplo sufrimento das mulheres quando a violência da guerra. e escuitamos da sua voz os seus poemas.

thamizach1

o sábado tocou obradoiro poético, regido por apiário, no que, durante a tarde, partilhamos propostas de escrita  comentários e reflexões.

thamizhachi

este é um dos poemas nascidos desse encontro e da leitura de um outro de thamizhachi onde descobrimos a bosta de vaca como elemento comum entre as nossas culturas 😀

na minha casa

nas viagens do carro

vai-e-vém

colada às rodas

a salgada areia da malhante

 

a bosta do caminho

 

 

as fotos roubei-nas nos tuíteres da lila de lilith e de maria reimóndez, porque saio eu e tenho direito a roubar 🙂

confraria vermelha

confraria

a confraria vermelha é um projeto de aida suárez gutierrez, que pretende abrir no porto uma nova livraria de mulheres.

veu hoje a compostela a receber o apoio e amizade das livrarias ciranda e lila de lilith, e pedirom-me que passasse por ali e falasse alguma cousa de reintegracionismo e feminismo. eu, como às vezes sou boazinha, levei-lhes um poema circunstancial. podedes lê-lo aqui.

descubrimos em aida uma grande contadora de estórias e conhecemos a verdadeira neta da carapuchinha encarnada. isso não há quem o pague.

confraria2

como eramos muitas, decidimos deslocar o acto a um espaço mais grande, assim que acabamos n’as duas falando do falsas que são algumas amigas.

a imagem roubei-na dos feisbus da ciranda e da lila.

letras nómades

há uns messes chus nogueira pediu-me um texto sobre a minha relação com as viagens “para um artigo”. figem caso e escrevim.

não percebia eu mui bem o assunto até receber um dia, há semanas, um pacotinho na caixa dos correios.

presentes_nomades1

presente nómade

era o volume Letras Nómades: Experiencias da mobilidade feminina na literatura galega. Uma gozada de publicação argalhada polo grupo GAELT.

voltei saber de chus quando me pediu que as acompanhasse, a ela e as suas companheiras de pesquisas, no lançamento do volume em compostela. lá fum com três poemas viageiros: um escrito após viajar à casamance, outro escrito após viajar à índia e um outro escrito após ler circe ou o prazer do azul, porque ler também é viajar.

pudem conhecer a manuela palacios e ana acunha, ademais de reencontrar a olivia rodríguez, após aquelas aulas de literatura exilada nos meus cursos de doutoramento. e claro é, vim a chus nogueira, companheira licenciada na universidade do fojo.

letras_nomades1

kavafis re-lido e quatro grandes autoras

aproveitamos o acto para lembrar a begonha caamanho, que também escreveu sobre as suas viagens para este livro.

dous dos poemas já andárom por aqui. o outro, topicália, penso que sempre ficou nas gavetas.

 

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