seique pagha a pena 2

e temos mais pessoas de siso contrastado que dizem pagar a pena a leitura do seique.

o outro dia foi chus nogueira que falou dele no diário cultural, programa que sempre tam bem me trata (se picades, ides ao poscá).

e depois, ou antes, foi mario regueira, que lhe adicou o seu espaço semanal na versão em papel do jornal sermos galiza.

a recensão de mario no sermos galiza.

a recensão de mario no sermos galiza.

ains! e que mais vou dizer!

rosaliana

uma presa de novas traz o 24 de fevereiro deste ano…

dentro da convocatória da AELG da que fago parte, pensei um pouco em quê tinha eu de rosalia e saiu este speech, com mau som por culpa do vento e da artista.

#eusourosalia #EuSonRosalia

 por outra parte, atendendo ao convite de lucia, acompanhei ao bng de vila-garcia na sua homenagem à autora, feita em carril, sob paráguas e chuva, o domingo 22 de fevereiro. no farodevigo contarom-no assim e noé parga fez esta foto, de poeta lânguida e morrinhenta:

carril_bng

mas não acaba aí a cousa:

amanhá, 24, duas estreias: apresenta-se na casa-museu de rosalia o livro de cantares hoje, feito a meias pola fundação e polo diário cultural da rádio galega. na página 77 o meu encontro com o poema vente, rapasa.

e no web da mesma fundação aparecerá amanhã uma novidade: o livro digital “150 Cantares para Rosalía de Castro”, no que colaboro, entre outras 164 artistas, com a glosa duma estrofe rosaliana, igual que ela glosou coplas tradicionais. o poema não aparecera antes por aqui. eis o vai:

Ai, quen lagrimiña fora

pra ir, meu ben, unda ti…!

Quen fixera un camiñiño

para pasar, ai de min!

 

quem enchera de bagulhas

um dedalinho        um barril

quem navegara essas águas

com a guia do setestrelim

 

mas não há barril nem deda

nem dorna que leve a ti

só velhas varandas e podres

das que não vejo o brasil

 

o olvido vai-me roendo

não te chego a distinguir

apagam-se em mim teus olhos

o teu cabelo esquecim

 

as tuas mãos não têm linhas

sumiu teu cheiro a alecrim

aquele andar bailarengo

perdeu-se no mar sem fim

 

e não, não me quero bágua

por ver-te não penso partir

viúvas que morram outras

a vida prosegue para mim

 

ai, quen lagrimiña fora

pra ir, meu ben, unda ti…!

eu que não sou lagriminha

caminhando hei de seguir

no diario cultural

Hoje, no diario cultural da radio galega, anxo quintela, ana romaní e chus nogueira dialogárom (bufff!!) sobre [de]construçom. E graças ao facebook, sei por eduardo que o pérez parallé tem blogue próprio.

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