seique na corunha

e chegou seique à corunha da mão duma pequena grande livraria, a suévia, um recanto desbordante de livros que dá para burgueses encontros., de quando o burgo era uma rebelde residência estudantil…

e ali fomos acolhidas pola voz de dores tembrás que, como é amiga que bem me quer, trazia o seique sabidinho de memória e um questionário sobre escritas e poesia que não sei se deixaria algo por esquadrinhar. trouxe dores, a modo de presente, a modo de leitura, um dos seus poemas d’o pouso do fume. este que segue:

quen rezará por mim

cando ti faltes

quen me contará a historia

de cada colcha          de cada garfo

quen será o meu caleidoscopio

na invernía de Burreiros

quen comerá coa culler gastada

polos teus dentes gastados

quen se atreverá a tocar

o teu libriño de Santo Antón

quen bendicirá com mans cegas

os meus dedos ansiosos

 

só a memoria

zurcirá os espazos en branco

 

palavras que bem podiam ser prelúdio e posfácio para a avó glória, para tia ubaldina. seique.

de conversa com dores

de conversa com dores

de tabernas com o insigne editor

fim da noite: de tabernas com o insigne editor

seguinte encontro: corunha

crunha

V encontro de escritoras/es novas/os: o recital

passados uns messes para ruminar o falado, vai aquí o recital em que participei o 6 de novembro, dentro das actividades do V encontro de escritoras novas.



os poemas forom estes:

 

liçom de história

da inocência

road movie

petróglifo

na corunha, novamente

desta vez, a través da associaçom de escritoras/es en língua galega. participarei no recital que fecha o V encontro de escritoras/es nova/os.


aproveitando a data, igual levo poemas apocalípticos…

na corunha

esta sexta 26 de fevereiro, no Ver mapa maior“>local da agrupaçom cultural alexandre bóveda, apresentamos [de]construçom.

falaremos:

roberto catoira

miguel anxo fernán vello

susana sánchez arins

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