a ética poética

as que não mercastes o novas da galiza do mês passado, podedes lê-lo agora em formato .pdf. e para a súa revista literária, mandei-lhes o poema ética poética, para que as que não fostes à manife contra a penalização o aborto, o puidéssedes ler. E elas publicaram… 

enormic banda 2: cinética

o início é de estátua

erguida sedente

busto sem braços

tanto tem


som quatro linhas

as que tu me pintas

e danço e corro e salto

e estremeço


como pessoa.


a foto é da capa da revista (picade nela para agrandá-la), impressionante obra de enrique conde.

canto do encoro.

Na web da ac vagalumes um outro velho poema, escrito quando o projecto e as luitas contra o encoro da baxe, no rio úmia.

surpresa

 

dorna_perigo

como um refacho onde menos o esperas

na calma do campelo                 por exemplo


e a dorna escora e balança

agatunhas na outra banda

como rato          água no corredor

e balouça


e orças e arribas e soltas escota

e foge e canha e perdes o rumo

e há umha bateia e ves-te no mar


assim abanaches o meu mundo


quase dou quilha arriba.

um dos poemas que escrevim para o número 11 da revista da acd dorna. a foto é da lura, numha das travessias polas rias galegas que figemos no 2008.