Arquivo de 'Geral'
no diario cultural
23 setembro 2009Hoje, no diario cultural da radio galega, anxo quintela, ana romaní e chus nogueira dialogárom (bufff!!) sobre [de]construçom. E graças ao facebook, sei por eduardo que o pérez parallé tem blogue próprio.

casulo 95. walpurgis
27 maio 2009
é com vós / ancestrais deusas
que aprendim a dançar
os sapatinhos vermelhos
sem medo da música.
casulo 94. safári
16 maio 2009
uma expedição pola tua vila
e não por terras estranhas.
tira da paciência e diligente
a formiga pode ser vista.
caminha uma rua. de vagar.
escuita no silêncio. atende.
não deixes de passear. calma.
pode que escuites um rumor.
um surdo bramir. apagado.
comboio que freia. engrenagens.
atende. pega a orelha. pode ser.
grande portal. garagem familiar.
muro sem recebo. bem pode ser.
aguarda. espreita. chegada uma hora
umha porta será aberta. escassamente.
o justo para uma mulher sair. aguarda.
não é esse o despojo da vitória. calma.
já digem. é precisa paciência.
dous minutos. outra mulher. só uma.
sempre outra. sozinha sempre.
e depois outra e outra e outra.
eis o está. o formigueiro. e as escravas.
não na china não. não na índia não.
cá mesmo, cabo do garagem familiar.
cá mesmo, inadvertidas como insectos
coevas cativas costuram a moda
bresca sara lebi´s lamper cossimo lutti
que faz da tua pele ferida aberta
da tua roupa formigante cicatriz.
casulo 93. o elevador
14 maio 2009
sobe baixa sobe baixa
de santa clara a rajoi
sobe baixa sobe baixa
no primeiro molotov
sobe baixa sobe baixa
no segundo uma borroka
sobe baixa sobe baixa
terceiro e sequestro express
sobe baixa sobe baixa
mas não sobe na gentalha
sobe baixa sobe baixa
mas não baixa no pichel
e noutras roas da vila
que sobe a intoxicação
é noutras roas do ensanche
que baixa a difamação
é lá na casinha do conde
que sim há elevador
que directo das cloacas
dispara quem sabe onde
podredume e agressão.
casulo 92. singer
6 maio 2009obrigada rodríguez fer pola anedota
fóra metáforas não são precisas
nem imagens de vidas costuradas de pontadas
nem tropos de olhadas enfiadas em bainhas
porque a agulha que pesponta
virginais mantos túnicas
enxovais de noivas e castas
é a mesma agulha que remata
bolsos ocultos que viajam manifestos
panos lilás amarelos encarnados
porque a ángela de teis a protestante
foi-lhe confiscada a máquina de coser
não / metáforas não são precisas.
casulo 91. patchwork II
24 abril 2009
mãos desfiguradas pola artrite
polo trabalho do roçamento
mãos recentes incompletas
mãos trilhadas escoriadas // com enrugas
mãos sem tentos que nem sentem
de tantas voltas submergidas
na água no frio na calda
mãos que desfianham as febras
de lãs algodões linhos // de sedas
são muitas e diferentes
mas na trama fam tecido.
as mãos. as anónimas.
galiza em trânsito II
22 abril 2009
Algumas fotografias da apresentação de (de)construçom em Braga. como nom levava livro, tirei de um e(fémero)-book que re-construimos entre todas as pessoas. eu passei-no mui bem. nom sei o público… agradecida fiquei com a organização.


