de interviu

a foto é um presente de charo banhobre
a imagem punk é um presente de charo banhobre

 

publicar, não publicarei poemas, mas entrevistas, resposto as que queirades.

nos últimos tempos, duas. primeiro falei para palavra comum, e comentamos literatura, poesia e outras ervas.

depois preenchim o questionário proust para o caderno da crítica.

se há contradição entre as minhas respostas a umas questões e outras, será porque passou por volta de um mês entre a primeira e a segunda, tempo suficiente para mudar de opinião e me contradizer.

rosaliana

uma presa de novas traz o 24 de fevereiro deste ano…

dentro da convocatória da AELG da que fago parte, pensei um pouco em quê tinha eu de rosalia e saiu este speech, com mau som por culpa do vento e da artista.

#eusourosalia #EuSonRosalia

 por outra parte, atendendo ao convite de lucia, acompanhei ao bng de vila-garcia na sua homenagem à autora, feita em carril, sob paráguas e chuva, o domingo 22 de fevereiro. no farodevigo contarom-no assim e noé parga fez esta foto, de poeta lânguida e morrinhenta:

carril_bng

mas não acaba aí a cousa:

amanhá, 24, duas estreias: apresenta-se na casa-museu de rosalia o livro de cantares hoje, feito a meias pola fundação e polo diário cultural da rádio galega. na página 77 o meu encontro com o poema vente, rapasa.

e no web da mesma fundação aparecerá amanhã uma novidade: o livro digital “150 Cantares para Rosalía de Castro”, no que colaboro, entre outras 164 artistas, com a glosa duma estrofe rosaliana, igual que ela glosou coplas tradicionais. o poema não aparecera antes por aqui. eis o vai:

Ai, quen lagrimiña fora

pra ir, meu ben, unda ti…!

Quen fixera un camiñiño

para pasar, ai de min!

 

quem enchera de bagulhas

um dedalinho        um barril

quem navegara essas águas

com a guia do setestrelim

 

mas não há barril nem deda

nem dorna que leve a ti

só velhas varandas e podres

das que não vejo o brasil

 

o olvido vai-me roendo

não te chego a distinguir

apagam-se em mim teus olhos

o teu cabelo esquecim

 

as tuas mãos não têm linhas

sumiu teu cheiro a alecrim

aquele andar bailarengo

perdeu-se no mar sem fim

 

e não, não me quero bágua

por ver-te não penso partir

viúvas que morram outras

a vida prosegue para mim

 

ai, quen lagrimiña fora

pra ir, meu ben, unda ti…!

eu que não sou lagriminha

caminhando hei de seguir

confraria vermelha

confraria

a confraria vermelha é um projeto de aida suárez gutierrez, que pretende abrir no porto uma nova livraria de mulheres.

veu hoje a compostela a receber o apoio e amizade das livrarias ciranda e lila de lilith, e pedirom-me que passasse por ali e falasse alguma cousa de reintegracionismo e feminismo. eu, como às vezes sou boazinha, levei-lhes um poema circunstancial. podedes lê-lo aqui.

descubrimos em aida uma grande contadora de estórias e conhecemos a verdadeira neta da carapuchinha encarnada. isso não há quem o pague.

confraria2

como eramos muitas, decidimos deslocar o acto a um espaço mais grande, assim que acabamos n’as duas falando do falsas que são algumas amigas.

a imagem roubei-na dos feisbus da ciranda e da lila.

o porco de malhou

malhou

orgulhosa de ter ajudado em tamanha limpeça

há um par de verões participei numa actividade organizada polo concelho de carnota arredor do conceito de arqueologia pública. assistim a um obradoiro de relato histórico com francisco fernández naval como mestre e passei um dia acompanhando às arqueólogas que escavavam o castro de malhou e respondiam a todas as nossas perguntas e curiosidades.

daquela experiência nasceu um conto, que a revista palavra comum teve a bem publicar, dividido em duas partes.

se a letra se vos faz pequena, podedes ler aqui.

celso emílio reload

novas_dezembro_14a

 

como já tendes disponhível na rede o novas da galiza do mês de dezembro, já podedes ler-me.

desta vez não foi um poema, mas um artigo de opinião na última página. pechando número.

obrigada às amigas do novas polo espaço.

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