55 mentiras sobre a língua galega
2 febreiro 2010Esta sexta participo na apresentaçom do Livro 55 mentiras sobre a lingua galega que está a organizar a gente de Prolíngua em Vila-Garcia.
Será às 20.30 no Auditório.
Esta sexta participo na apresentaçom do Livro 55 mentiras sobre a lingua galega que está a organizar a gente de Prolíngua em Vila-Garcia.
Será às 20.30 no Auditório.
Na web da ac vagalumes um outro velho poema, escrito quando o projecto e as luitas contra o encoro da baxe, no rio úmia.
os poros exsudam aguçadas cerdas
viro para dentro e aí permaneço
só notada na leve picada e infecciosa
alheia aos perigos da rapina do afecto
é inútil o esforço de fazer-me bóla
as espinhas nom resistem as rodas os pneumáticos
de entranhas afiadas está impregnado o asfalto
a imagem é da série surrealismo animal de séchu sende.
Prévia à apresentaçom compostelá, benvinda de Carlos Quiroga, que falará do livro a próxima quarta. Ademais, entrevista com a poeta, é dizer, eu mesma. No PGL.

É por esta chaminé que ando a botar os fumes que me provoca tanta louvança.
a próxima quarta, 20 de janeiro, justo o dia-antes-de, iluminaremos a leitura de [de]construçom para as nossas amizades compostelás.
será na livraria couceiro, às 20.00 horas.


como um refacho onde menos o esperas
na calma do campelo por exemplo
e a dorna escora e balança
agatunhas na outra banda
como rato água no corredor
e balouça
e orças e arribas e soltas escota
e foge e canha e perdes o rumo
e há umha bateia e ves-te no mar
assim abanaches o meu mundo
quase dou quilha arriba.
um dos poemas que escrevim para o número 11 da revista da acd dorna. a foto é da lura, numha das travessias polas rias galegas que figemos no 2008.

é umha selecçom subjectiva feita por pessoas concretas, mas nom por isso é menor a ilusom que me faz ver aí o [de]construçom. Entre as melhores obras de literatura em galego do 2009, segundo culturagalega.org.
a foto pretende iluminar o poema antecessores.
sou erzébet a dama branca
em sá de suplício confortei-me os adentros
dona que no seio abriga cem foucinhas
sal que banha castas estátuas e púberes
sim essa sou eu.
parca albina a travar corações
alma atravessada em agulhas é a minha
com cinzas adubo rubros corredores
humores virgíneos vingam-me a beleza
ouh sim ledes bem
a beleza tem estas traseiras
o meu carrapucho encarnado
nom é mostra de candura
precisamente.
a ilustraçom é de santiago caruso para o livro La condesa sangrienta de Alejandra Pizarnik.

sinto urgências de poesia
e nom saem os versos
anegam-me as palavras
como areia
mas o sacho nom atende
a água é tanta e o esterco
mariscam as mulheres
eu aprendo
é só aguardar que o mar se retire
caneta pronta
a foto tirei-na de aqui.
Na apresentação da arouça acompanhárom-me os amigos e amigas de dezapal, que pugêrom música a três dos meus poemas: instruções, mwanza e homeless. luis da fonte, companheiro da acd dorna passou o trabalho de preparar uns vídeos para que as pessoas que nom vinhestes vos fagades umha ideia do que aquilo foi:
no fim deste vídeo está a canção instruções
este vídeo recolhe as duas últimas canções