55 mentiras sobre a língua galega

2 febreiro 2010

Esta sexta participo na apresentaçom do Livro 55 mentiras sobre a lingua galega que está a organizar a gente de Prolíngua em Vila-Garcia.

Será às 20.30 no Auditório.

canto do encoro.

1 febreiro 2010

Na web da ac vagalumes um outro velho poema, escrito quando o projecto e as luitas contra o encoro da baxe, no rio úmia.

ouriça

26 xaneiro 2010

os poros exsudam aguçadas cerdas

viro para dentro e aí permaneço

só notada na leve picada e infecciosa

alheia aos perigos da rapina do afecto


é inútil o esforço de fazer-me bóla


as espinhas nom resistem as rodas os pneumáticos

de entranhas afiadas está impregnado o asfalto

a imagem é da série surrealismo animal de séchu sende.


compostela 2

18 xaneiro 2010

Prévia à apresentaçom compostelá, benvinda de Carlos Quiroga, que falará do livro a próxima quarta. Ademais, entrevista com a poeta, é dizer, eu mesma. No PGL.

chamine

É por esta chaminé que ando a botar os fumes que me provoca tanta louvança.

compostela, porfim

13 xaneiro 2010

a próxima quarta, 20 de janeiro, justo o dia-antes-de, iluminaremos a leitura de [de]construçom para as nossas amizades compostelás.

será na livraria couceiro, às 20.00 horas.

cartaz_compostela3

surpresa

4 xaneiro 2010

dorna_perigo

como um refacho onde menos o esperas

na calma do campelo                 por exemplo


e a dorna escora e balança

agatunhas na outra banda

como rato          água no corredor

e balouça


e orças e arribas e soltas escota

e foge e canha e perdes o rumo

e há umha bateia e ves-te no mar


assim abanaches o meu mundo


quase dou quilha arriba.

um dos poemas que escrevim para o número 11 da revista da acd dorna. a foto é da lura, numha das travessias polas rias galegas que figemos no 2008.

entre as melhores

29 decembro 2009

humidades_pequena

é umha selecçom subjectiva feita por pessoas concretas, mas nom por isso é menor a ilusom que me faz ver aí o [de]construçom. Entre as melhores obras de literatura em galego do 2009, segundo culturagalega.org.

a foto pretende iluminar o poema antecessores.

condesa báthory

16 decembro 2009

bathory1

sou erzébet               a dama branca

em sá de suplício confortei-me os adentros

dona que  no seio abriga cem foucinhas

sal que banha castas estátuas e púberes

sim                     essa sou eu.


parca albina a travar corações

alma atravessada em agulhas é a minha

com cinzas adubo rubros corredores

humores virgíneos vingam-me a beleza

ouh           sim                  ledes bem


a beleza tem estas traseiras

o meu carrapucho encarnado

nom é mostra de candura


precisamente.


a ilustraçom é de santiago caruso para o livro La condesa sangrienta de Alejandra Pizarnik.

seca

25 novembro 2009

15156_05mariscadoras

sinto urgências de poesia
e nom saem os versos

anegam-me as palavras
como areia
mas o sacho nom atende
a água é tanta e o esterco

mariscam as mulheres
eu aprendo

é só aguardar que o mar se retire

caneta pronta


a foto tirei-na de aqui.

[de]construçom e dezapal

16 novembro 2009

Na apresentação da arouça acompanhárom-me os amigos e amigas de dezapal, que pugêrom música a três dos meus poemas: instruções, mwanza e homeless. luis da fonte, companheiro da acd dorna passou o trabalho de preparar uns vídeos para que as pessoas que nom vinhestes vos fagades umha ideia do que aquilo foi:

no fim deste vídeo está a canção instruções

este vídeo recolhe as duas últimas canções