maria skłodowska

curie

há bem de tempo que lhe devia um presente a madame curie. e revisando o outro dia a sua biografia na wikipédia, fiquei impactada polos esforços que houve de fazer para estudar aquilo que queria, sendo mulher e polonesa. e mais impactada pola iniciativa para resolver:

Após combinar com sua irmã apoiá-la financeiramente nos estudos de medicina em Paris, e posteriormente receber o mesmo favor em troca, tornou-se governanta. Primeiro na Varsóvia e depois por dois anos em Szczuki com a família dos Żorawskis, que tinham parentesco com seu pai.

pensei nos anos gastados em trabalhar arrombando no faio a curiosidade científica e a ânsia de saber. e escrevim isto. devia-lho:

 

marie curie maria skłodowska

 

custódio na minha cinta as chaves todas

aquelas que abrem lacenas artesas adega

as que ocultam nos lençóis raminhos de alfazema

 

custódio no meu cós as chaves todas

as que protegem crianças de lixívias e amoníacos

aquelas que pecham nódoas no escuro e vergonha

 

custódio na minha cinta as chaves todas

aquelas que passam ferros e cirzem blancuras

as que livram tapetes de fastiadas penugens

 

guardo no meu cós, entre todas, uma chave

aquela que vislumbra um resplendor azul e fraco

no coração da pechblenda.

 

 

futebol

jogavamos quando nenas

na carvalheira do fojo

 

ninguém queria ficar na portaria

havia que suportar  os furos

os ponteirolos e a raiva dos goles

 

e lembrado pergunto-me:

valerão tralhaços

nas praias de gaza?

 

a imagem roubei-na aqui. é de Mahmud Hams/AFP é a descrição indica: Meninas palestinas participam de um treinamento no clube de futebol Beit Lahia no norte da faixa de Gaza.

 

tuit

amorote98 nasceu no século passado, mas vive neste a sua adolescência. é uma rara avis entre as suas companheiras de idade e por isso gasta o tempo em fugir ao carreirão para ver passaros e sonha com voar como eles e provar a vida sem necessidade de pesos nos pés. vê o mundo como olhos de coruja.

a ética poética

as que não mercastes o novas da galiza do mês passado, podedes lê-lo agora em formato .pdf. e para a súa revista literária, mandei-lhes o poema ética poética, para que as que não fostes à manife contra a penalização o aborto, o puidéssedes ler. E elas publicaram… 

[de]baleias

ao fio do novo projeto de eduardo estévez, amigo apesar de poeta, aconteceu-me este poema, fiado ao que ele escreveu de título poema de ulises.

 

baixou ao peirão

desmarrou os cabos na oliveira

e botou-se ao mar

 

buscou a baleia

entre o tirreno e o adriático

 

entrou nela como lançadeira

em urdume

na sua barriga fez lar

e nas viagens vida

 

e o ulisses acredita

 

cuitado

 

entanto a persegue

no seu vagar sem norte

 

que ela aguarda constante

em ítaca

ao indulto propícia.

 

 

a imagem, cuja autoria desconheço, roubei-na de aqui.

Páxina seguinte »