sítio!

eduardo estévez quere-me bem desde que ganhei o certame que ele coordina. esse pérez parallé ao que eu devo a minha trajetória literária.

e porque me quer bem decidiu que eu havia de ser a poeta com quem iniciar a sua colaboraçom com a revista literária portuguesa sítio.

durante esta semana, o resultado o trabalho conjunto irá ocupando as entradas do web: vários poemas e uma extensa entrevista. para quem tenha por costume visitar este recanto, os poemas nom ham ser novidade (penso que todos passárom por aqui) mas as minhas opinions som exclussiva mundial.

a sega

quando nena nunca fui à erva nem à sega. vivia na aldeia mas em casa sem animais nem terras. nem tínhamos johndeere nem chimpim nem carro de bois.

porém era costume no verão seguir com a vista à sinha mercedes, às de botana, a virucha, a concha, a todas as mulheres do lugar, caminhando cara as leiras de currás, com as suas batas pretas, os seus chápeus de palha e a gadanha, dispostas para a ceifa.

porque daquela não fui à erva, vou agora, numa quadrilha de segadoras com a foucinha preparada para ceifar quanto faga falta. 

porque quem sega sementa o mundo em que quer viver! 

a fotografía é de virixilio viéitez e tirei-na de aqui.

tacto

arrinca-me a pele o coiro

cada membrana

 

a esfolada serei eu

tuas som as báguas todas

 

o poema foi escrito para esta fotografia de marga fraga, que faz parte da sua exposiçom radiografias.

ter e nom ter

 

quando a bacall sopra os seus fumos

no foco da câmara

na face de hamphrey

 

 

mal sabe ele

alheio às campanhas de saúde

 

que está essa fumaça

a anuvar-lhe o coraçom

 

a imagem é a duma bacall novinha e fumadora, da que nom localizo autora nem data.

no dioivo

 montse dopico tivo a bem escolher-me para ser entrevistada no dioivo. o que falamos, aqui.

 

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